TROFÉU LITERÁRIO 2017

  
    Chegou a hora da restrospectiva! Resolvi participar esse ano do troféu literário, criado pelo blog Além do livro. Em 2017 li menos do que eu gostaria, mas em compensação li tanto livro bom, descobri autores maravilhosos... Mas estou me adiantando! Vou deixar pra contar tudo ao longo do post.


Os melhores e piores

O melhor livro: Difícil escolher, viu? Mas acho que fico com O mundo pós aniversário, da Lionel Shriver. QUE LIVRO minha gente.
O pior livro: Vida e proezas de Aléxis Zorbas. Sofri pra terminar.
O livro com a melhor capa: Minha edição de O Xará, enviado pela TAG livros. 
O livro com a pior capa: Outros jeitos de usar a boca.
O livro que rendeu a melhor adaptação cinematográfica: Extraordinário. Lindo demais.
O livro que rendeu a pior adaptação cinematográfica: Não vi.
O título mais genial: História de quem foge e de quem fica. 
O título mais nada a ver: Nenhum.
O melhor enredo: O Senhor dos anéis!!!!
O pior enredo: Um amor incômodo. Ou não entendi esse livro, ou ele é bem nada a ver mesmo.
Os personagens
O meu personagem queridinho: Lara Jean, de para todos os garotos que já amei.
O personagem que me deu nos nervos: Emma, de Madame Bovary. Pensem numa personagem que não dá uma dentro.
O meu casal queridinho: Lara Jean e Peter. Casal mais fofo ever.
O casal que me fez querer vomitar: Lenu e Nino. 
O personagem coadjuvante que roubou a cena: Lina, da série Napolitana da Ferrante. Ou ela seria a principal? haha 
O personagem coadjuvante que eu mataria: Nenhum específico.
As surpresas e decepções
O autor que mais me surpreendeu: Elena Ferrante, claro! Apesar de já estar preparada pra escrita dela, eu não podia imaginar o quanto seria fisgada.
O autor que mais me decepcionou: Eliane Brum, de Uma, Duas. Parece uma história que tem o único objetivo de te chocar.
O livro que mais me surpreendeu: O xará, da Jhumpa Lahiri.
O livro que mais me decepcionou: O mundo de Sofia. Esperava muuuito mais.
As sensações
O beijo que me fez suspirar: Lara Jean e Peter sempre me fazem suspirar.
O trecho que mais me marcou: "Organize as defesas, conserve sua inteireza, não se faça quebrar como um objeto de decoração, como um joguete, mulher nenhuma é um joguete. (...) Se for exposta aos lagartos, combaterei lagartos. Se for exposta as formigas, combaterei formigas. Se for exposta aos ladrões, combaterei ladrões. Se for exposta a mim mesma, combaterei a mim."  Elena Ferrante, Dias de abandono, página 54.
A história que mais me inspirou: Não é bem uma história, mas o livro Solteirona me inspirou demais sobre alguns conceitos pessoais.
O livro que acabou com as minhas lágrimas: O meu pé de laranja lima. Não chorei horrores, mas me emocionei bastante.
A trama que me causou arrepios: O conto da aia.
O livro que me deixou mais curioso: Pode repetir? O mundo pós aniversário me deixou super vidrada nele.
A obra que me fez gargalhar: Esse ano reli alguns livros do Diário da princesa, e eles ainda me fazem gargalhar como da primeira vez que os li.
A história da qual eu sinto mais saudades: Uma história que se passa numa certa Nápoles, e narra a vida de duas amigas.
O crime que me pegou de surpresa: nenhum.
Os “mais”
A leitura mais difícil: Lolita. Fiquei com asco do livro.
A leitura mais fácil: Agora e para sempre, Lara Jean. Super fluída.
O livro que li mais rápido: Dias de abandono, Elena Ferrante.
O livro que mais demorei para ler: Moby Dick.
E por fim…
Em 2017, minha meta era ler 100 livros e terminei o ano com 69 leituras.
Para 2018, minha meta é ler 100 livros.

RESENHA: MARINA - CARLOS RUIZ ZÁFON

TÍTULO: Marina
AUTOR: Carlos Ruiz Záfon
EDITORA: Suma de letras
PÁGINAS: 189




          "Marina me disse um dia que a gente só se lembra do que nunca aconteceu."


  
    É dessa forma que começa a narração de Oscar, personagem principal do livro, estudante de um colégio interno na cidade de Barcelona. Ele passa seu tempo livre explorando a encantadora cidade, e em uma dessas cidades, ele é atraído por uma antiga casa, que pensando estar abandonada, entra e vai explorar seu interior.

    Atraído pelo som de uma voz, ele entra num cômodo e ao examinar um relógio antigo e quebrado, é surpreendido por uma aparição horripilante, que o faz sair correndo, como qualquer pessoa em seu juízo perfeito faria, mas acaba levando o relógio consigo.Depois de muita relutância, Oscar decide voltar na casa para entregar o relógio. Ele acaba conhecendo Marina, personagem que dá nome ao livro, e é de longe a mais cativante. 

   Marina acaba convencendo Oscar a ir com ela num cemitério, onde sempre em determinada data e hora, uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura com nada além de um símbolo na lápide. Os dois decidem seguir a mulher pela cidade, e descobrem uma sepultura com o mesmo símbolo da sepultura. A partir daí eles se envolvem em uma trama complicada, com personagens bem assustadores (e loucos). A partir da curiosidade de Oscar e Marina, nos vemos mergulhados em um mistério que faz com que não dê para largar o livro.

   Marina é um livro que nos prende desde a primeira frase. Ele é todo envolto em mistério, tornando a atmosfera cada vez mais pesada conforme se desenrola os acontecimentos. Além disso, neste romance tudo é um personagem incrível. A própria cidade de Barcelona, pano de fundo dos dois amigos, se torna nas mãos de Záfon uma personagem encantadora. Marina dispensa comentários, e ainda temos o pai dela Gérman, personagem bastante curioso, e kafka o gato de estimação, um dos meus personagens favoritos. 


       "Na época, não sabia que, cedo ou tarde, o oceano do tempo nos devolve as lembranças                                                                          que enterramos nele''



   Se você como eu ainda não conhecia a escrita do autor, vale super a pena começar por esse livro. Eu amei e pretendo ler tudo que ele já escreveu! 
                       
                                

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